quinta-feira, 30 de abril de 2015

A QUEM DAR OUVIDOS? A MULA OU A SERPENTE?





E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.

O povo de Israel chegou a Moabe, além do Jordão, próximo a Jericó.
Balaque era rei dos moabitas e temeu, pois sabia a história do povo de Deus e suas vitórias em batalhas.
Balaque enviou uma mensagem a Balaão com um preço, ou seja, era um serviço para fazer: uma macumba (não o ritmo, mas o trabalho/ritual/despacho)
Só que veio Deus a Balaão dizendo para não fazer a tal maldição, porque o povo era santo!
Ok. Balaão chegou para os anciãos e deu uma resposta negativa a eles.
Disse que não era pra fazer tal serviço.
Os homens voltaram a Balaque e informaram que Balaão havia se recusado.
Balaque, o líder, insistiu e enviou príncipes, homens mais valorosos a Balaão para ver se o convenceriam a fazer tal maldição.
Balão mais uma vez respondeu que, mesmo se lhe dessem uma casa cheia de ouro e prata ele não faria, afinal, Deus mandou não fazer!
Mas mesmo assim Balaão pediu para que esses homens ficassem, pois ele aguardava uma nova ordem da parte de Deus.
Deus chegou a Balaão, à noite, e disse que se esses homens vieram lhe chamar, levanta e vai com eles, e, todavia, farás o que eu (Deus) te disser.
Então Balaão saiu pela manhã com eles e uma jumenta, que havia preparado para ele.
Deus já tinha dito para não fazer o “trabalho”, Balaão viu os homens, o dinheiro, e Deus não ratificou negando, apenas disse para esperar e, pela manhã o profeta acreditou que era para “ir com eles” e fazer o serviço.
“Vai com eles?”. Como assim?
Balaão acreditou que desta vez Deus estaria permitindo/
Deus já havia dito que NÃO! Ou seja, nem adiantaria procurá-lO ou insistir numa resposta positiva da parte de Deus.
Mas e quando Deus se cala, acreditamos que Ele esteja consentindo?
Balaão vai com os príncipes, montado em sua jumenta, em direção ao povo de Israel.
Deus se irou...

 Num. 22:22 - E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia; e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por adversário; e ele ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos com ele.

Cristofania pura! Afinal, não era “um” anjo, mas “O” Anjo.
A jumenta viu O Anjo com a sua espada desembainhada e desceu do caminho.
Balaão bateu no pobre animal e a fez retornar ao caminho de seu interesse.
Mais uma vez O Anjo apareceu à frente do caminho enquanto eles estavam encurralados num corredor de arbustos de vinho. Mais uma vez a jumenta desviou do caminho. E Balaão novamente espancou o animal.
Passaram eles por um caminho mais estreito ainda, com a jumenta, não havia como passar dali, pois O Anjo fechou o  tal caminho.

Como assim?
Deus também fecha os caminhos planejados pelo homem?

Voltemos...
A jumenta viu O Anjo e definitivamente empacou.
Balaão se aborreceu de vez e espancou pela terceira vez a pobre quadrúpede.
Então Deus, O Senhor, fez abrir a boca da jumenta e ela disse:
 Vers. 30 E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.

A inteligência humana nos prega peças, imaginamos sempre a jumenta falando em “hebraico”. Ledo engano!
Caso a jumenta falasse no idioma comum àqueles homens, todos imediatamente ouviriam e entenderiam a mensagem. Mas não, ela ZURROU, como toda jumenta zurraria. Mas Deus deu discernimento ao homem, Balaão, e ele entendeu.
O grande mistério não é o burro falar algo que o homem sábio entenda. O raro mistério é o homem sábio entender a simples verdade, profundidade e inocente seriedade a qual um burro esteja falando, e receber esta palavra como conselho.
A jumenta primeiro falou com suas atitudes – afinal, as atitudes dizem muito!
Ela nunca havia “empacado”, sempre foi fiel ao seu dono, no carregar, no caminhar, no atender aos seus serviços.

Isso me faz pensar sobre o egoísmo e arrogância.

Somos acostumados com alguém sempre fiel ao nosso lado. Sempre que precisamos esse alguém está ali perto para te servir. Então ocorre o dia em que, por certo motivo, essa pessoa não faz mais o que você deseja, e pronto! Você bate na pessoa, a espanca para que faça o que você deseja, na hora que você quer! Pelo simples fato de você ter sido contrariado.

Balaão, por ser profeta, estaria apto para discernir o que Deus lhe falou e para obedecer ao que O Senhor disse em primeiro lugar. Mas esse “profeta” NÃO VIU O Anjo do Senhor à frente do caminho... Mas a jumenta, a sua serva, esta viu.
Deus não está se mostrando para alguns profetas, mas a jumentas!
Mas, infelizmente, os profetas não creem nas jumentas! Pelo contrário, batem nelas.
As atitudes e palavras ditas pela jumenta eram no intuito de mudar o comportamento e aconselhar Balaão.

Agora vejamos outro animal, na Bíblia, que também falou ao homem, no intuito de mudar também o seu caminho.

Gen.03: 01 a 06
Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.


Agora vamos entender uma coisa, pessoas conversarem com animais é comum nos dias de hoje, porém compreendê-los é incomum.
Quanto a jumenta, serva, muda, subserviente, não houve crédito a ela. Precisou insistir por três vezes.
Mas bastou a serpente falar uma única vez, linda, astuta, colorida, sem insistir, e a humanidade errou baseada em seus conselhos e seus errôneos caminhos.
A quem você vai dar ouvidos?

Alexandre Monsores – abr.2015

















quarta-feira, 25 de março de 2015

A FÉ E A RELAÇÃO COM OS 5 SENTIDOS




Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.


Em tempos modernos, com tantos “evangeliquezes” ditos

pelo mundo, proporcionalmente a isso nunca vimos tantos 

homens e mulheres depressivos, angustiados, temerosos ou 

deprimidos.

Minha busca pela Fé bateu de frente com a Palavra de Deus 
em Romanos 10:17, e claro, com a mente inventiva que O Senhor me permite ter, pensei em como haveria de ter Fé, buscá-la através de outros sentidos, se não a Audição.

Venha comigo nessa busca.


TATO.

Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto,
porque pensava: "Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada".


A Fé que precisa de um toque. A fé que precisa de uma 

toalha, de pegar numa chave ou envelope, a Fé que precisa 

tocar o profeta ou o pastor. A fé que precisa bater ou 

pisar. 

A que é palpável!

Aquela mulher tinha fé, mas não o bastante, pois “se eu 

tocar” foi fundamental para medir essa loucura chamada 

Fé. Tomé cria o suficiente em Cristo ressurreto? Não, 

haveria de tocar em suas feridas para crer.

A Fé não vem pelo tocar... Mas pelo ouvir a Palavra de 

Deus!



OLFATO.

Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de 
Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando 

Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por 

meio da fé ainda fala.

Cheiro de gordura é agradável ao Senhor, o aroma de 

sacrifício é agradável a Deus.

Mas agora, nós, como sacrifício vivo a Deus, temos aroma 

agradável ao Senhor?

Nosso sacrifício tem levado aroma agradável ao trono do 

Altíssimo?

Ou estamos revivendo Amós 5?

"Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembleias solenes.
Mesmo que vocês me tragam holocaustos e ofertas de cereal, isso não me agradará. Mesmo que me tragam as melhores ofertas de comunhão, não darei a menor atenção a elas.
Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras.
Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene! "



Não alcançamos a Fé plena oferecendo sacrifícios inúteis a 

Deus! A Fé plena é a que, mesmo depois de mortos, como 

Abel, ainda falamos. Sem o sacrifício ou oferta perfeitos, 

após a morte vem o esquecimento de tudo o que fizemos. 

Acaba-se o legado.

Mas Monsores, qual é o sacrifício perfeito? Vamos à Bíblia:

Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados,
e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.


Mas a relação da Fé com AROMA é muito interessante. O 

sacrifício frio e mal cheiroso, no intuito de receber uma 

bênção... Isso não é Fé!

Melhor é obedecer que sacrificar. Logo, nada adianta 

ofertar pensando que Deus se agrada de rituais aromáticos 

se o homem não se submete às Suas vontades.

Não adianta ser imitador e “papagaio de pirata” de 

pastores, pregadores ou cantores, se o cheiro que você 

leva para Deus não é autêntico, através da fórmula que Ele mesmo estipulou. O nosso cheiro não interessa a Deus.

Veja o que Deus fala sobre incenso falsificado, feito pelo 

homem para si mesmo.

Não façam nenhum outro incenso com a mesma composição para uso pessoal; considerem-no sagrado, reservado para o Senhor.
Quem fizer um incenso semelhante, para usufruir sua fragrância, será eliminado do seu povo".


A ilusão que temos de que a Fé será aumentada pela forma 

de sacrifícios, a Fé que é embasada na crença que, 

oferecendo sacrifícios a Deus, Ele nos responde e 

abençoa... Isso não é Fé. É meritocracia! Ou seja, faço, 

logo sou abençoado, rasgando então o conceito de “Graça”.

Elevar aromas a Deus não me traz ou aumenta a minha Fé. 

... Mas pelo ouvir a Palavra de Deus!


VISÃO.

Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.


Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.


Quantas pessoas circulavam ao redor de Jesus e não creram 

que Ele É Deus?

Temos aqui dois sinais que nos afirmam que Jesus É Deus: 

lenço separado à parte em João 20:07 e o titulus crucis sobre a cruz no calvário.
1.    A Bíblia reserva um versículo inteiro, para nos dizer que o lenço, foi dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

Bem cedo, na manhã de domingo, Maria Madalena foi à 

tumba e descobriu que a pedra da entrada havia sido 

removida.

Ela correu ao encontro de Simão Pedro e outro 

discípulo... (aquele que Jesus tanto amara): João e disse 

ela: - "Tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde o 

levaram."

Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver ...

O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá chegou 

primeiro. Ele parou e observou os lençóis, mas ele não 

entrou no túmulo.

Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis 

ali deixados, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus 

estava dobrado, e colocado em outro lado.

Para poder entender a significado do lenço dobrado, se 

faz necessário que entendamos um pouco a respeito da 

tradição Hebraica daquela época.

O lenço dobrado tem  a ver com o Amo e o Servo, e todo 

menino Judeu conhecia essa tradição.

Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo, 

ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira 

que seu Amo queria.

A mesa era colocada ao gosto de seu Amo e, o Servo 

esperava fora da visão Dele, até que o mesmo terminasse a 

refeição. O Servo não podia se atrever nunca, a tocar na 

mesa antes que o Amo tivesse terminado a sua refeição.

Diz a tradição que ao terminar a refeição, o Amo se 

levantava, limpava os dedos, a boca, a  sua barba, e 

embolava o lenço e o jogava sobre a mesa. Naquele tempo 

o lenço embolado queria dizer: "Eu terminei".

No entanto, se o Amo se levantasse e deixasse o lenço 

dobrado ao lado do prato, o Servo jamais ousaria tocar na 

mesa porque, o lenço dobrado queria dizer: - "Eu voltarei!".

A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o 

lenço fora dobrado e cuidadosamente colocado na 

cabeceira do túmulo de pedra.

Jesus disse que Ele está voltando!

2.    O titulus crucis colocado sobre a cruz por Pilatos, onde este estava escrito em 3 línguas, incluindo o hebraico, diz sobre o “crime” que Jesus haveria cometido. Jesus, O nazareno, O Rei dos Judeus.
Isto em hebraico se translitera como Yeshua HaNazarei wUmelech Yehudim – onde encontramos a cada letra inicial de cada palavra a seguinte inscrição: YHWH – Yaveh.

Ou seja, Pilatos sendo usado por Deus escreveu que Jesus é 

Deus!

Mas no que adiantou os judeus verem, lerem, visto tal 

inscrição se a fé não lhes foi acrescentada?

E nós não precisamos ver os sinais para saber que Jesus É 

Deus, para a Fé ser aumentada. Não procuremos os sinais 

de Cristo para ter Fé.

Afinal, não precisamos ver as palmeiras inclinadas ou a 

transformar das dunas para ver que o vento existe.

A Fé não vem pelo ver... E sim pelo ouvir!


E por fim o PALADAR.


Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais do que o mel para a minha boca!



"O sal é bom, mas se deixar de ser salgado, como restaurar o seu sabor? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros".



O HOMEM é SAL para Deus e a BÍBLIA é MEL na boca do 

homem.

Muitos homens acham que a Fé vem pelo “devorar” a Bíblia.

Muitos homens creem que a Fé vem pelo conhecimento de 

Deus, das coisas de Deus.

Muitos se tornam grandes teólogos e doutores da Lei, mas 

desconhecem o significado da Fé ou sequer tem uma 

experiência de Fé.

Ter conhecimento de algo que só pertence a Deus, como o 

domínio do Bem e do Mal (afinal, só Deus possui tal coisa) 

não se adquire Fé.

Achar que podemos estar como deuses na Terra não é sinal 

de propriedade de Fé.

Adão e Eva comeram do fruto do conhecimento do Bem e 

do Mal, crendo no que a serpente lhes disse, que seriam 

“como Deus”, mas quão enganoso foi aquele sabor!

Quão amargo foi o paladar da desobediência!

O homem deseja ter domínio das coisas de Deus!

O homem deseja saber a profundidade do conhecimento e 

mistérios de Deus, a qualquer preço, mas o sabor dessa 

busca não aumenta a nossa Fé!

A Fé não vem pelo gosto da “vitória com sabor de Mel!”.

A Fé não vem pelo gosto ou sabor dos frutos que comemos.

A Fé não vem por degustar ou saborear algo que Deus 

proibiu. A Fé vem pelo ouvir.

Ouvir o que? Ouvir a Cristo! O Logos, A Palavra de Deus!

Que possamos ouvir mais a Deus para aumentar a nossa Fé.

Que possamos pregar e ensinar mais sobre Cristo para 

aumentar a Fé daqueles que a estão perdendo!

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.


Alexandre Monsores – Abril de 2015